sábado, 15 de setembro de 2007

Um salto, do começo, aos 11 anos, no interior do Rio Grande do Sul, até a grande imprensa


Como enviado especial da Gazeta do Povo, Clediney Silva participa de entrevista coletiva com Defim Neto, o então todo-poderoso ministro do Governo Figueiredo

Quando Clediney Silva deixou seu emprego de 15 mil cruzeiros no Rio Grande do Sul para ganhar 4.600 no Paraná, em meados de 1978, muitos não compreenderam sua decisão. De gerente-editor da Companhia Jornalística da Região dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, onde editava quatro periódicos simultaneamente, o jornalista passou a repórter da Gazeta do Povo, de Curitiba, deixando para trás um passado de realizações.

Na verdade, estava tão somente dando continuidade a uma brilhante carreira de homem de comunicação. Logo demonstrou claras inclinações para a emocionante arte de escrever e suas primeiras crônicas saíram publicadas na Gazeta Informativa, pequeno e inexpressivo jornal de sua cidade natal - Dom Feliciano, no rincão gaúcho.

Formou-se técnico em contabilidade, mas os números não eram seu negócio. "Prefiro as letrinhas" - costuma dizer. Em fevereiro de 1974, começou a desempenhar as funções de correspondente do jornal O Camaquã, da cidade do mesmo nome, e logo em seguida passou à condição de repórter, acumulando as funções de correspondente da Rede Brasil Sul, editora da Zero Hora, de Porto Alegre, e proprietária da Rádio Gaúcha, para quem cobriu as eleições de novembro de 1974 e 1976.

Durante algum tempo, Clediney Silva assinou uma coluna na Gazeta de Bento, que teve grande repercussão, utilizando uma foto enigmática, Já em Curitiba, trabalhando para a Gazeta do Povo, faz o "V" da vitória, durante cobertura de evento em Foz do Iguaçu